Antes: o amor

PIBID – Um manifesto pelo Educação pública

O PIBID é um Programa Federal promovido pelo MEC e pela CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) para a valorização e o aperfeiçoamento da formação de professores para a rede pública, que surgiu no ano de 2009 mas que ganhou enormes incentivos do ano de 2014. O Programa, cujo nome completo é Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), concede bolsas de pesquisa para estudantes de licenciatura ligados à Universidades, para atuação em escolas da rede pública. Ou seja, é um incentivo para que futuros professores trabalhem na rede pública e levam a estas escolas atividades e métodos que estão sendo estudados e pesquisados nas Universidades. Funciona como uma retorno das Universidades para o Ensino público.

Os principais objetivos do PIBID são:

  • elevar a qualidade da formação inicial de professores nos cursos de licenciatura, promovendo a integração entre educação superior e educação básica;

  • inserir os licenciandos no cotidiano de escolas da rede pública de educação, proporcionando-lhes oportunidades de criação e participação em experiências metodológicas, tecnológicas e práticas docentes de caráter inovador e interdisciplinar que busquem a superação de problemas identificados no processo de ensino-aprendizagem;

  • contribuir para a articulação entre teoria e prática necessárias à formação dos docentes, elevando a qualidade das ações acadêmicas nos cursos de licenciatura.

E o PIBID vem surpreendendo na sua capacidade de atingir esses objetivos e ultrapassá-los, basta analisar o crescente número de novos Projetos.

numeros PIBID
Números referentes ao ano de 2014. Disponível no site da CAPES.

Cada bolsista recebe um bolsa no valor de R$400,00 e tem um contrato de 24 meses que pode ser estendido por mais 24 meses, fechando assim um total de 48 meses de participação no PIBID. Esses 48 meses também equivalem ao tempo para a formação na Universidade (média dos cursos de Licenciatura aprovados pelo MEC) e isso não é atoa. Grande parte dos universitários participantes do Programa estudam em Universidades Federais e necessitam de bolsas de pesquisa para sobreviver – se alimentar, pagar transporte e moradia -. E olha que o valor da bolsa mal dá para isso, mas a gente se vira como pode…  Como é dinheiro público, o pagamento pode ser acessado no Portal da Transparência – esse aqui ó – e também pelo próprio site do PIBID – esse link aqui facilita – onde pode ser encontrado não só as ordens de pagamento como também os demais relatórios sobre o PIBID.

Ali se encontra também uma análise super bacana feita pelo próprio MEC em parceria com a Fundação Carlos Chagas sobre o PIBID e suas conquistas, e conta com pesquisas feitas com os participantes do Programa.

Contudo do ano passado par cá, iniciaram-se cortes profundos no Programa, o que vem desestabilizando inúmeros projetos bem sucedidos pelo Brasil inteiro. Estes cortes vem sob a justificativa de que no ano de 2014 houve uma distribuição sem precedentes e sem muita análise de futuro por parte do Governo, o que gerou muitos novos Programas e, consequentemente, novos “gastos” (eu colocaria novos investimentos mas a desculpa não é minha) e estes gastos não tem mais como serem supridos. Assim, no ano de 2015 houve o anuncio de cortes consideráveis e grandes reduções nas verbas para o PIBID, contudo ao longo do ano novas decisões foram tomadas por parte da CAPES e do MEC e o Programa começou a ser extinto aos poucos.

A palavra extinção só final de 2015 quando anunciou-se que o PIBID deveria ser encerrado em sua totalidade no final do ano de 2016, mas os cortes começaram a serem sentidos quando houve o anuncio de que nenhum novo bolsista poderia ser cadastrado e que aqueles que possuíssem mais de uma bolsa de pesquisa seriam desligados do Programa. Ora vamos, QUEM AQUI CONSEGUE SE SUSTENTAR SOMENTE COM R$400,00? Após isso, houve novo anuncio de que bolsistas que completarem os 24 meses de contrato não poderão mais renovar seus contratos e serão desligados do PIBID.

Estes cortes veem gerando uma pequena onda de protesto entre os pibidianos e as comunidades escolares incluídas no Programa, uma vez que ao não poder mais cadastrar novos licenciandos e desligando os que completarem 24 meses, o governo – através da CAPES e do MEC, vem matando o PIBID aos poucos, e todas as conquistas vem sendo ignoradas. O PIBID é um dos poucos projetos promovido pelo MEC que têm dado bons resultados e resultados rápidos, levando-se em conta que ele atingiu seus objetivos no primeiro ano de funcionamento! Não precisou ser remodelado, pois ele foi se adaptando e levando em conta as características regionais de cada escola e de cada Universidade porque, justamente, ele foi construído por professores e estudantes que estão trabalhando dia-a-dia com a Educação.

O PIBID é a ideia que deu certo, mas que vem sendo morta a cada novo Informe.

Informe-se mais a respeito e participe da campanha pelo #ficaPIBID.

Colabore com esta ideia que deu certo!

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