Antes: o amor

Te amo. mas não te quero.

Eu queria escrever.
Sinto uma urgência no peito que me pede para escrever.
Mas as palavras não fluem, a cabeça está cheia demais para isso.

Eu te amo.
Frase gostosa e dolorida de se ouvir.
Gostosa porque amor é sempre bom.
Dolorida porque eu não consigo retribuir.

“Mas desde quando amor é quantitativo para saber se pode ser retribuído?”


Pergunta cretina.
Vida cretina.
Quem dera ter te conhecido antes, ter vivido isso tudo antes.
Quem dera ter equilíbrio pra levar tudo de forma tranquila.
Quem dera…

Eu te amo, mas não admitirei.
Admitir isso só te causaria dor.
Eu te amo mas não te quero.

Eu vou embora, só assim cê me vai esquecer.
Eu vou embora e nós ficaremos na memória um do outro.
Eu vou…

“É agora que tu vai se afastar de novo, não é?”
Minhas inconstâncias são constantes
Minhas chegadas são o anuncio das minhas partidas
Meu “oi” também é o meu “tchau”
Me aproveite enquanto em fico
Logo logo sumo no mundo de novo

“Espero que a gente se cruze de novo por aí…”
Sim, uma dia nos veremos de novo
Talvez até saiamos de novo
Transemos de novo
Mas amar…

Não importa quantos quilómetros eu ande
Ou fuja
Não importa quanto tempo eu ficar
Não importa quando eu voltar
Meus amores são únicos
Insubstituíveis.

Teu lugar sempre será este
na minha memória e no meu coração.
No hoje.
No agora.

Não há futuro e nem passado para nós.
Só há o hoje.
E o hoje acaba no próximo amanhecer.

Até a próxima esquina.
Ou até a próxima vida.

Eu te amo
mas não te quero.

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