E tudo que eu tinha para lhe dar era a minha palavra. Então eu lhe dei.


Te dei minhas frases.
Minhas rimas.
Meus versos.
Meus contos e histórias.
Te dei até meus versos ruins.

Te desenhei em verso os meus sonhos,
te traduzi em contos minhas vontades,
te entreguei em mapa de palavra o meu eu.
E esperei.

E enquanto esperava brotou do meu peito mais e mais palavras, que ansiosas não esperavam nem o tempo de chegar ao papel.

Brotavam como nascente cheia, escorriam pelos dedos e vazavam as pressas sem tempo nem para se organizarem em frases coerentes.

Enquanto esperava fui fazendo mais palavras e dedicando a ti todas elas.
Esperando.
Escrevendo.
Me derramando.
Esperando.
Me traduzindo para a tua língua.
Me escrevendo no teu idioma.
Me poetizando na tua linha.
Me entregando pra tua frase.
E esperando.

Espero.

E desejo.
Que minhas palavras sejam suficientes para te alcançar. E que sejam o suficiente para te fazer voltar. E permanecer.

Eu só posso te dar minha palavra… E foi por isso que decidi te dar todas elas.

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