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Catarina, fala e conta.

Um acervo de idéias e palavras soltas sobre a vida de uma universitária ora dona de casa ora saqueadora de bibliotecas.

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Cata e conta

Metendo a colher na sopa dos outros

O que acontece quando aquele casal que todo mundo achava super legal e que era exemplo nas rodas de amigos se separa? Será o fim do amor romântico? Você acha que eles devam continuar juntos porque você precisa ver eles juntos? Vamos meter a colher nesta sopa que não é nossa e conversar sobre os términos – dos outros, claro.

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Um ano de blog. um ano de poesia.

Um ano de blog.

Um ano de palavras correndo linhas e ganhando mundos, reencenando história e criando fantasias vividas. Refletindo valores, pessoas, pessoas-valores. Domando pensamentos que corcoveiam em sentimentos do além.

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Escravas, prostitutas e o Brasil político de 1871

      Enquanto a sociedade brasileira discutia a Lei do Ventre Livre – com suas aplicabilidades, desgostos e sabores – e uma visão de abolição da escravatura brilhava nos horizontes destas terras tropicais – um pequeno nem tão novo negócio choca a sociedade: “o imoral escândalo da prostituição de escravas” como é citado no texto Visões de Liberdade (1990).

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Amor livre ou sexo livre? Sobre amor, relacionamentos abertos e amizade

O amor-livre (ou relacionamento aberto ou poliamor ou o nome que você quiser dar pra ele) é uma configuração nova, que não tem receita! Cada caso é um caso e quem decide a regra é quem joga o jogo.

Já faz um tempo que eu queria escrever sobre as relações livres aqui no Blog mas, embora leia bastante sobre e hoje vivencie uma, nunca me senti muito a vontade para escrever sobre. Então, hoje, me dei de cara com este texto e achei ele simplesmente maravilhoso!

Curte ele ai e depois vamos conversar mais sobre!

Fonte: Amor livre ou sexo livre? Sobre amor, relacionamentos abertos e amizade

Porque luto sempre foi verbo de onde eu vim

Amanheceu e o golpe foi legitimado.

Acredito que deve ter sido mais ou menos assim que as pessoas amanheceram naquela Abril de 1964, confusos e sem muito informação do que acontecia, sabendo apenas que o governo anterior caíra e que, agora, o futuro seria melhor. Ledo engano. Foram anos de dor, repressão e violência. Anos de silênci(ament)o. Vinte e um anos nos quais o cabresto era regra e os senhores coronéis os líderes. Inquestionáveis. Irredutíveis.

E quando o desgaste político daquele sistema se tornou tão grande, os senhores coronéis mudaram suas nomenclaturas, mas seguiram os mesmos. Veio então a chamada Democracia. O povo festejou, alegrou-se e coloriu as ruas. Mas eles – os coronéis – também comemoravam… o povo tem memória curta, já não havia mais tempo para se lembrar do que passou, agora havia de ser tudo novo – menos eles, é claro -.

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Marcela, eu também já fui troféu

A mais recente publicação da revista Veja trás consigo uma matéria de três páginas sobre Marcela Temer, a esposa de Michel Temer – Vice-presidente da República, cujo título é “Bela, recatada e ‘do lar’ ” e apresenta Marcela como uma mulher-troféu e é exatamente sobre esta definição que vou escrever hoje.

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Porque eu decidi largar os anticoncepcionais

Fazem aproximadamente 7 anos que faço uso de anticoncepcionais, passei por toda a minha  adolescência sem saber como meu corpo realmente funcionava sem a adição de hormônios artificiais e hoje, finalmente, decidi interromper o uso.

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Dançar faz bem para a alma!

A dança sempre foi algo constante e importante dentro da minha vida, sendo ela a principal causa de muitas das minhas alegrias e dores. Marquei os anos da minha infância e adolescência com sons, ritmos e passos marcados, com horas infindáveis de ensaios e com uma urgência em transmitir o que sentia através da arte. Foi assim que cresci sabendo que a dança sempre seria meu refugio contra o mundo e suas pressões.

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Feminismo de redes sociais: quando é que nos perdemos tanto?

Sempre defendi o Feminismo como minha principal bandeira pelo fato de ver um diferencial no movimento: nós construíamos juntas, discutindo de forma horizontal e não de forma hierarquizada. Defendíamos o fim do patriarcado e com ele, o fim do capitalismo pois entendíamos que um sobrevive graças ao outro;defendíamos as mulheres enquanto casta sexual, defendíamos e problematizávamos nossas vivências e escolhas, contudo problematizar apresenta uma enorme diferença de negar as vivências e excluir o que se mostrava diferente da teoria.

Tenho lido e visto, a muito tempo, coisas absurdas e irreais que vefilosofia-sofismo-e-sofistasm acontecendo neste feminismo apresentado nas redes sociais. Um feminismo que excluiu mulheres por apresentarem uma vivência diferente do ideal da teoria, que exclui simplesmente pelo fato de, no calor de uma discussão, ter usado a palavra errada ou não ter sido melhores sofistas que as outras. Aliás, fazendo um bom comparativo, estamos parecendo sofistas gregos (que o mais impressionante discurso vença!).

Parece-me que esquecemos de construir juntas e estamos competindo para ver quem tem a teoria melhor, para ver quem discursa melhor. Sabem de uma coisa? Essas competições pouco importam para a mulher que é agredida dia-a-dia pelo marido ou para a garçonete que é assediada todo dia naquele bar. Estamos fazendo o que eu mais critico em todo movimento alinhado à esquerda: ficando no discurso acadêmico e esquecendo a base. Será que é tão irreal assim sair um pouco deste academicismo competitivo e ir para o mundo real?

Quando eu pergunto, quando vamos colocar o Feminismo em prática e abraçar a mulher do lado, sem julgamento e nem exclusão? 

Caralho, nós enquanto movimento não estamos fazendo autoanálise e quem esta perdendo com isso são as mulheres que sofrem todo dia as agressões do mundo patriarcal e que nem sabem o que é patriarcado!

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Nós não podemos ficar presas em um discurso e esquecer das diversas realidades das irmãs, isso acaba ficando bem feio mana!

Quando é que vamos aprender que a teoria é um ideal, mas que no mundo real ela é a utopia, não a realidade? Que o ser humano tem singularidades e que isso tem que ser levado em conta? Nós não somos robôs perfeitos que se encaixam perfeitamente na teoria descrita pela fulana ou pela ciclana, NÓS TEMOS PARTICULARIDADES E VIVÊNCIAS DIFERENTES QUE NOS MOLDAM! Quando vamos conseguir olhar a outra sem julgá-la por causa da teoria que ela mais se identifica ou pelo fato dela não se identificar com nenhuma?

Estou cansada deste tipo de Feminismo, mas sabe o pior? Eu não tô conseguindo ver outro!

*desabafo publicado originalmente em minha página pessoal do Facebook.

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