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Catarina, fala e conta.

Um acervo de idéias e palavras soltas sobre a vida de uma universitária ora dona de casa ora saqueadora de bibliotecas.

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Restos de um post-it

Que seríamos se fosse

E o único som que se ouve é do vento a soprar, sussurrando segredos, sonhos e desejos; sussurrando a velha batida de nossos corações, de nossas almas; fazendo música ao misturar seus gritos com meus gemidos, nossa respiração com o universo, nós com o todo.

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Amor liquído

Raramente falo sobre isso mas algumas vezes é tão lindo que ultrapassa os limites do meu não dizer. Essa noite tive um sonho que até acordar e retomar a consciência me parecia estranho: diversas mulheres, amigas e conhecidas, me davam conselhos sobre a vida enquanto eu me arrumava como se para um casamento. Sim, eu era a noiva a receber conselhos.

Foi um sonho lindo.

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Tempo(S)

O tempo é sempre um brinquedo nas mãos humanas. Corrijo, ele é como a argila nas mãos do artista, ganhando formas e formatos variados, decorado ou não, se molda para se transformar. Assim conforme fomos mudando nosso jeito de ser e pensar, fomos mudando também nosso meio de contar e recortar o tempo, deixando-o as vezes ao avesso do que deveria ser.

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Palavra.

E tudo que eu tinha para lhe dar era a minha palavra. Então eu lhe dei.


Te dei minhas frases.
Minhas rimas.
Meus versos.
Meus contos e histórias.
Te dei até meus versos ruins.

Te desenhei em verso os meus sonhos,
te traduzi em contos minhas vontades,
te entreguei em mapa de palavra o meu eu.
E esperei.

E enquanto esperava brotou do meu peito mais e mais palavras, que ansiosas não esperavam nem o tempo de chegar ao papel.

Brotavam como nascente cheia, escorriam pelos dedos e vazavam as pressas sem tempo nem para se organizarem em frases coerentes.

Enquanto esperava fui fazendo mais palavras e dedicando a ti todas elas.
Esperando.
Escrevendo.
Me derramando.
Esperando.
Me traduzindo para a tua língua.
Me escrevendo no teu idioma.
Me poetizando na tua linha.
Me entregando pra tua frase.
E esperando.

Espero.

E desejo.
Que minhas palavras sejam suficientes para te alcançar. E que sejam o suficiente para te fazer voltar. E permanecer.

Eu só posso te dar minha palavra… E foi por isso que decidi te dar todas elas.

São tempos de calmaria no mar.

– E então Capitã, para onde vais agora?

A pergunta a corroía por dentro há dias. Não sabia para onde ir e nem se precisava ir.

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Relatos de uma quarta a noite.

Podia ser alguma cena de filme romântico, daqueles bem melosos, talvez inspirados nos livros do Nicholas Sparks mas éramos só nos dois numa noite de quarta-feira.

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Désagua

E meu peito se enche

transborda daquilo que aceito

transborda daquilo que nego

e quero, transborda de ser.

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Café com amor

Domingo de manhã, 8:00.

Despertou. Café para dois. E paz. A tranquilidade de poder amar sem precisar se preocupar com as incertezas das ruas ou com as inverdades ditas por línguas más intencionadas era libertador. Amar novamente era libertador. Continuar lendo “Café com amor”

Tal qual um grito sufocado, teu recado atravessa o mar dentro de uma garrafa contando com os ventos para encontrar o destinatário correto. Escrita rápida e apressada, de quem se afoga em poesia e sentimento.

Bendita sorte – ou foi o acaso- encontrou-me isolada numa ilha deserta, cheia de pessoas mas vazia de poesia.

Bendito vento que sempre sabe para onde soprar e para onde levar nossos gritos.

Bendito acaso da poesia que nos leva de encontro um ao outro.

Aguenta! Estou partindo a tua procura, que os ventos me levem ate ti a tempo…

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