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Catarina, fala e conta.

Um acervo de idéias e palavras soltas sobre a vida de uma universitária ora dona de casa ora saqueadora de bibliotecas.

Palavra.

E tudo que eu tinha para lhe dar era a minha palavra. Então eu lhe dei.


Te dei minhas frases.
Minhas rimas.
Meus versos.
Meus contos e histórias.
Te dei até meus versos ruins.

Te desenhei em verso os meus sonhos,
te traduzi em contos minhas vontades,
te entreguei em mapa de palavra o meu eu.
E esperei.

E enquanto esperava brotou do meu peito mais e mais palavras, que ansiosas não esperavam nem o tempo de chegar ao papel.

Brotavam como nascente cheia, escorriam pelos dedos e vazavam as pressas sem tempo nem para se organizarem em frases coerentes.

Enquanto esperava fui fazendo mais palavras e dedicando a ti todas elas.
Esperando.
Escrevendo.
Me derramando.
Esperando.
Me traduzindo para a tua língua.
Me escrevendo no teu idioma.
Me poetizando na tua linha.
Me entregando pra tua frase.
E esperando.

Espero.

E desejo.
Que minhas palavras sejam suficientes para te alcançar. E que sejam o suficiente para te fazer voltar. E permanecer.

Eu só posso te dar minha palavra… E foi por isso que decidi te dar todas elas.

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São tempos de calmaria no mar.

– E então Capitã, para onde vais agora?

A pergunta a corroía por dentro há dias. Não sabia para onde ir e nem se precisava ir.

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Relatos de uma quarta a noite.

Podia ser alguma cena de filme romântico, daqueles bem melosos, talvez inspirados nos livros do Nicholas Sparks mas éramos só nos dois numa noite de quarta-feira.

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Désagua

E meu peito se enche

transborda daquilo que aceito

transborda daquilo que nego

e quero, transborda de ser.

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Café com amor

Domingo de manhã, 8:00.

Despertou. Café para dois. E paz. A tranquilidade de poder amar sem precisar se preocupar com as incertezas das ruas ou com as inverdades ditas por línguas más intencionadas era libertador. Amar novamente era libertador. Continuar lendo “Café com amor”

Da coruja à hiena, com amor.

Eu sei como esse amor nasceu.
Sei onde e como ele cresceu.
Sei do que se alimentou.
E também sei como encontrou esse fim.

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Reflexões de uma capitã abandonada no mar

Por muito tempo fiquei a deriva no mar; sem ventos a soprar nem fôlego para mergulhar, fui repensando minha vida e as escolhas que me levaram até o momento em que me encontrava, perdida e abandonada a própria sorte por mim mesma.

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Tal qual um grito sufocado, teu recado atravessa o mar dentro de uma garrafa contando com os ventos para encontrar o destinatário correto. Escrita rápida e apressada, de quem se afoga em poesia e sentimento.

Bendita sorte – ou foi o acaso- encontrou-me isolada numa ilha deserta, cheia de pessoas mas vazia de poesia.

Bendito vento que sempre sabe para onde soprar e para onde levar nossos gritos.

Bendito acaso da poesia que nos leva de encontro um ao outro.

Aguenta! Estou partindo a tua procura, que os ventos me levem ate ti a tempo…

Olha, sinceramente, eu não sei para onde tô indo. Espero que a estrada seja longa e talvez no meio deste caminho todo a gente volte a se perder mas hoje eu queria a tua companhia. Pra caminhar. Correr. Tropeçar. Rir. Se olhar. E beijar. E continuar sorrindo e andando. Lado a lado. As mãos nem mesmo precisam estar juntas, só este sorriso dos teus olhos já seriam suficiente para saber que tu está comigo.

Queria tua companhia pra ouvir de novo aqueles conselhos sobre como a vida é simples e que são as pessoas que complicam ela. Ouvir sobre como a menina que vive em mim ainda se encanta com aquelas bobagens simples e em como você quer me ver daqui uns anos. Olha, quem sabe, se tu continuar por aqui tu veja o que os anos e o tempo fará ou não comigo.

Eu sei que tu falou sobre como paramos de observar o que temos mais por perto e eu concordo com isso… mas ir tão longe não faz bem. Talvez uns passos mais atrás ou do lado ou talvez se tu me observar por outro ângulo. Ok, eu sei que é difícil mas vamos tentar, não pode ser tão ruim quanto abandonar a companhia um do outro.

Eu também já aviso: eu sou desastrada e vou tropeçar, mas claro que isso tu já sabe. Eu vou tropeçar milhares de vezes, vou errar o passo e cair, as vezes vou cair até de cara mas faz parte da caminhada. Eu não espero que tu me erga, aliás, eu não quero que tu faça isso. Muito pelo contrário, espero conseguir me erguer sozinha e te alcançar na caminhada porque eu também não espero que tu pare até eu me levantar. Haverão tombos que me deixarão dias no chão e tu não pode me esperar, a vida tem que continuar. A tua vida tem que continuar. E eu sei que vai continuar e justamente por saber que tu não precisa de mim para caminhar é que eu gosto tanto da tua companhia.

Eu sei que isso não é nem de longe a melhor proposta que tu vai receber. Muito menos a mais simples porque convenhamos, eu sou complicada e impossível de lidar, mas sabe, por ti eu até me ajeito. Pra isso só tenho que saber: cê volta?

 

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